Percam-se na Lua


Não somos nada. Lembras-te do sitio onde estiveste antes de nascer? Provavelmente é para lá que vais quando morreres.

Existem várias maneiras de viver e garanto-vos que nenhuma é correta.
Há uma exigência extrema da procura pela felicidade. Mas qual felicidade? Desde quando pudemos achar que somos mais felizes se formos outras pessoas? Que imitando a vida de quem partilha felicidade nas redes seremos mais felizes?

A felicidade é uma ilusão criada por nós, através da observação daqueles que afirmamos que são felizes sem saber um terço do que habita dentro deles. Ela está presente no facebook, instagram, nas novelas, nos filmes, nas series, nos livros, tudo nos leva à procura do inalcançável e é aqui que é necessário o filtro.

A felicidade é um momento, é um instante, que se pode prolongar num curto espaço de tempo e é a não compreensão disto que esgota o Homem. É necessário uma conquista continua, e uma percepção clara que, ou se luta constantemente por ela, ou se aceita que  não estamos aqui só para ser felizes. É preciso viver!


Acima de tudo, é preciso perder-mo-nos na Lua para saber o que é viver na Terra.

Há momentos em que temos que desligar a realidade, sem nunca nos desligar-mos do mundo. É preciso sair da caixa, respirar, ver para além de tudo o que achamos que já vimos. Viajar sem sair do sitio, imaginar o impossível, desejar o inalcançável, simular sentimentos. A vida é um fardo demasiado pesado quando levada a sério.

Não queiram todas as respostas, não se esgotem a procura de culpados. Vivam, aceitem, lutem, e acima de tudo, percam-se na Lua.