Fumar Mata!


Chiu. Cala-te! Fecha a porta, senta-te e acompanha-me neste cigarro. Há muito que só assim é que estamos bem, calados, será que ainda não percebeste que só comunicamos em silêncio? O sofrimento mutou que provocamos, está a aniquilar-nos, não sei se já reparas-te mas os nossos olhos já não nos tiram as palavras da boca, o cheiro a tabaco impede-nos de reconhecermos o perfume, um do outro, e o prazer de fumar um cigarro contigo parece que sumiu.
Hoje, estás diferente, alias, eu é que te olho de uma maneira diferente, porque na verdade sempre me disseram que eras assim. Sabes..acho que sempre soube que este dia ia chegar, por isso é que aproveitei, racionalmente, tudo ao máximo. Mas agora, agora é o fim, por isso, quando acabares de ingerir toda essa nicotina, coloca essa tua a cigarrilha no cinzeiro vermelho e deixa-me, como sempre, um post it, (capricha, é o último) e sai rumo ao infinito, porque eu…eu não quero de volta.


Déjà vu IV - (des)amor




O amor faz-nos acreditar na perfeição, ensina-nos que as pessoas más não existem e que tudo na vida têm explicação. Encheu-nos de confiança, confessa-nos que tudo é maravilhoso, tira-nos o censo e leva-nos ao céu. Mas depois...depois tira-nos tudo e nós vamos por ali a baixo em queda livre, sem pára-quedas. O tombo é brutal, parece que tudo acabou. Falta-mos o ar, gelamos por dentro, movemo-nos sem pensar obdecendo somente aquilo que o corpo quer, desligamo-nos da realidade e construimos a ideia de que o mundo dára apenas mais uns toques de si.
Como é que algo nos faz sentir coisas tão opostas? Porque é que o amor nos dá tudo e depois faz-nos sentir que ficamos sem nada?


Apenas um pormenor...


"As mulheres só não dominam o mundo porque ainda estão a escolher a roupa certa para essa ocasião."