A hora da verdade



E o que é que se faz quando temos uma arma na mão e um Serial Killer a nossa frente, que matou a pessoa que mais amávamos na vida?
Ontem percebi que nem tudo o que defendo seria capaz de cumprir, pois na hora da verdade tudo muda e só a emoção nos comanda. A dor e a revolta é tanta que parece que só premindo o gatinho nos podemos libertar, de parte, do sofrimento. Adormeci esta noite, com este filme na cabeça (Se7en - Os Sete Pecados Mortais), assustada comigo mesma ao perceber que numa situação como esta eu teria, muito possivelmente, agido como o Mills: EU DISPARAVA!

I need this! Urgently


É uma caixa de amor, embrulhada por um abraço e selada com um beijo, se faz favor!


Merry Christmas


Natal, mas o que é o Natal?

(A) Um conjugo de prendas, rabanadas, filhoses, arroz doce, bacalhau, peru, luxo e hipocrisia.

(B) Uma época festiva onde se comemora tudo menos o que de facto deve ser festejado nesta altura.

(C) Uma época onde o consumismo é levado ao extremo, onde a mentira e a hipocrisia se sentam à mesa, com a pança cheia, e por horas são disfarçadas por paz e amor...porque se festeja sabe-se lá o quê.


Eu não escolheria nenhuma destas alternativas apesar de saber que todas elas assentam na perfeição na sociedade que hoje vive o "Natal".
Faz-me impressão que os ateus festejem o natal, que os crentes se esqueçam do que ele representa e que os actores que sabem o que é, finjam não saber.

Não sou contra o natal, nem a festa que o envolve, até porque é uma das minhas épocas preferidas e eu também o festejo. Só que eu sei o que é o Natal e não tenho medos nem preconceitos de o recordar e festejar sem luxos e hipocrisias.
Neste natal não te esqueças que estás a festejar o aniversário de alguém que se sacrificou pela humanidade e estende a mão à paz e ao amor.

Feliz natal :)


Barreiras


Porque é que eu não te consigo dizer que és tu o que me importa?
O que é que está de errado na nossa língua?


O mundo também mente



Todos dizem que a aparência não interessa. O encanto está no interior de cada um, e temos que amar de dentro para fora e nunca ao contrário.
Todos dizem que um bom coração encobre uma má aparência. O mundo defende que quem vê caras não vê corações. Mas o mundo também mente.
As expressões: "O que importa é o interior." "Não o(a) julgues pelo aspecto." e "Um bom corpo não é tudo." são rapidamente postas a baixo quando as mesmas pessoas dizem: "Com aquele(a)? Credo, ele(a) é tão feio(a)", "Achas?! Ele(a) é horrível", “Já olhas-te bem para ele(a)? Não vai a lado nenhum assim”.
Afinal a aparência importa! Sempre importou e importará sempre. As primeiras pessoas a dizerem que não, são as primeiras a cair no erro de se contradizer.

"Ama, bebe e cala"



"Para ser grande, sê inteiro:nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quem és
No mínimo que fazes."

"Nada se sabe, tudo se imagina.
Circunda-te de rosas, ama, bebe
E cala, O mais é nada."

Ricardo Reis

Quem não quiser sofrer, que se isole!




Nada é para sempre.
Por muito que nos faça bem, por muito que nos faça sofrer, há-de sempre passar. As vezes a idealização de algo é tão bom, que mal está a começar e eu já lamento, porque sei que vai acabar.
Fez-me bem, fez-me sorrir, fez-me acreditar, fez o meu coração sonhar e meu olhar sorrir. Mas agora traz-me mágoa, faz-me chorar, deixei de acreditar, estou desiludida, mais uma vez, é como se me tivessem chamado a razão, uma razão dura de viver.
Tudo na vida tem dois lados, e por vezes eu preferia não sorrir, não ter ilusões nem sonhos, não ter esperança nem acreditar, porque tudo isto acaba sempre por me fazer sofrer, e muitas vezes o sofrimento não compensa a felicidade outrora sentida.  


Eu não quero mudar o elenco, só o rumo do texto


Estou cansada, já são muitos os dias, já é demasiada a distância, a frieza e a indiferença. Já não somos o que éramos, é assustador perceber que aquilo a que ainda teimamos intitular-nos já não existe. Estamos num palco, com a cortina aberta a ver quem representa melhor, estás em vantagem, ou melhor, tu já começas-te em vantagem. Estou cansada dos ensaios, o texto já não me diz nada e é cada vez mais difícil decora-lo. Tenho medo de fugir, não consigo virar costas e sair. Não tenho "tomates" para o fazer, nem sei como o fazer. Sinto que o público está prestes a levantar-se para a ovação final, mas eu não quero o final, não desta maneira. Eu não quero mudar o elenco, só o rumo do texto.

Déjà vu III - Desistir



Há momentos na nossa vida em que nos apetece virar 100 páginas e mudar tudo de fio a pavio, momentos em que nos fartamos azul do céu e da escuridão da noite.
Umas vezes falta a força, a coragem e a determinação. Outras vezes são-nos impostas barreiras que não conseguimos derrubar, obstáculos difíceis de combater e marés impossíveis de remar. É aqui que tudo deixa de fazer sentido, somos completamente conduzidos por uma máquina que se chama corpo, paramos de viver e começamos a existir. As forças para erguer a cabeça, levantar, sorrir e seguir em frente começam a escassear e o pior caminho tornar-se a opção mais fácil de tomar.



Tudo o que vem, também vai!


Não sei porquê, mas hoje o sol fez questão de ser o meu despertador matinal.
Mais um dia que se levantou e eu acordei, mais uma vez, sem ti a meu lado.
O tempo está a esgotar-se e eu sei que nunca te direi o quanto te quero.
Queria acordar, ter-te junto e a mim e ponto.
Não posso dizer que tenho saudades porque nunca te tive ao certo, mas tenho um desejo negado de te ter aqui! Porém, uma das coisas que a vida já me ensinou é que tudo o que vem, vai. É como este sentimento: está cá, mas sei que um dia vou acordar e já não te quero, aqui, a meu lado…e acho que esse dia é amanhã!

Déjà vu II - Acordei de um sonho prefeito.



Via o branco no preto, o amor no odeio, o conforto na indiferença e o a alegria na tristeza.
Estava dominada por um sentimento, que me levava a sonhar a cada gesto, que me camuflava a realidade e que preferia atirar-me para uma ilusão atrós que era cortada a cada momento em que eu acordava e via que nada disto era real, a não ser na minha imaginação.
Aprendi que isto tudo realmente não vale a pena, fizeste-me perceber que o céu é realmente azul e já não o vou pintar de mais cor nenhuma. É tempo perdido, é dinheiro jogado ao ar, é um desperdício de originalidade e um problema de miopia. Fizeste-me quer naquilo que até então dizia, mas não sentia. Era com um escudo de proteção, uma mentira conveniente, uma verdade não comprovada, era algo que tu fizes-te questão de mostrar que era verdade. Não te agradeço por isto, pois não foi assim tão bom.


Chega sempre a hora de dizer "Adeus"


Há pessoas que nos marcam a vida, pela sua personalidade, pelas acções, pelos ensinamentos, pelas palavras, pelos sorrisos, pelos abraços até pelos sermões. Há pessoas que estão traçadas a entrar na nossa vida, vêm ajudar-nos a crescer, a sermos mais fortes. Vêm dar-nos o seu testemunho, vêm tornar-nos umas melhores pessoas. E apesar da dor de as perder, sabemos que as recordaremos para SEMPRE, pois parte de nós foi construída por ela. Só me resta agradecer a oportunidade, que me é dada, de conhecer pessoas assim. Obrigada.

Déjà vu I - Respiro Sem Ar



Estou perdida, sinto que arrasto um corpo, é como se a minha alma tivesse partido sem dizer "Adeus". Não encontro o sentido dos sentidos, não sei qual é a cor de um sorriso nem o cheiro de um abraço. O sofrimento já corrói, mal consigo andar, as forças já se procuram e isto ainda agora começou…
Tudo está ao contrário, o sol agora nasce na noite, os rios estão salgados, a guerra acabou e eu deixei de sonhar. Já nada é igual, o rumo do enredo mudou, o aço derreteu, a vontade sucumbiu, os olhos não vêm mais o sol e eu continuo à deriva no mar.




Eu sou um pouco de tudo


Não foi eu que escolhi a cor dos meus olhos nem os traços do meu rosto. Sou dominada por uma junção de dois corpos e influenciada pelo meio que me rodeia.
Parece que a nossa personalidade é dominada pelos outros, por muito que queiramos ser autónomos a desenhar o nosso ser, dá-me a impressão que tenho um pouco de cada um e a junção de um todo dá uma só pessoa: eu.

Não te trocaria por nada







Magoa-me perceber que não sou para ti aquilo que tu és para mim. A tua frieza e indiferença esmaga-me o coração e a ausência do teu timbre inunda o meu olhar.
Se calhar estou-te a pedir demais, talvez o que te dou não seja o suficiente para tudo o que te peço, mas não sei o que mais posso fazer.
Não quero jamais dizer-te "adeus", nem muito menos perder o muito, que injustamente considero pouco, que tenho. Quero começar a aproveitar o que tu me dás e agradecer cada palavra, cada sorriso, cada chapada e cada lágrima.
Apesar de tudo, não te trocaria por nada.



Uma força criativa.


Não acredito que o destino está escrito. Acredito sim, que somos nós que o escrevemos. Sou eu que desenho a minha vida, pelo que fiz, pelo que faço, por tudo o que desejo e por tudo aquilo em que acredito. Eu sou a força criativa do meu mundo.

Hipócrita!


Há palavras que magoam, sorrisos que nos ferem, indiferenças que gritam por nós, estaladas que nos beijam, suspiros que cortam a respiração e abraços que nos apunhalam. Onde há vida há hipocrisia, por muito que odiamos pessoas assim, que nos reneguemos a aceitar e assumir, todos nós, sem excepção já foi hipócrita!